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Atualizada em: 10/03/2010
Prova do TEEM
Membros da Comissão do Título de Especialista em Endocrinologia e Metabologia e da Diretoria da SBEM se reuniram, no dia 6 de março, no Hotel Windsor Flórida, no Rio de Janeiro, para participarem do minicurso “Fundamentos Essenciais para Elaboração Didática de Provas”. As aulas foram coordenadas e ministradas por Tânia Zagury, mestre em Educação, filósofa, pesquisadora e escritora.
De acordo com o Dr. Eduardo Pimentel Dias, segundo secretário da SBEM Nacional, o objetivo da entidade é uniformizar a maneira de avaliar os candidatos a titulo de especialista. “É necessário padronizar a formulação da prova para torná-la mais hábil na verificação das habilidades dos candidatos”, afirma.
Nas palestras, foram apresentadas orientações de como se preparar uma prova da maneira adequada. “Esse curso dá a base essencial para a elaboração de provas e trata de tópicos importantes como formulação de questões, níveis de dificuldade e tempo de realização. Queremos que o candidato não seja distanciado de seu foco por dificuldades na comunicação ou por uma questão mal formulada”, afirma a educadora. “Para o aluno em si, o mais prejudicial é o cansaço, e a avaliação da própria questão”, completa.
O Curso
Durante toda a tarde, Tânia Zagury deu sugestões sobre como a prova do TEEM poderia ser formatada, para que o conhecimento do candidato pudesse ser avaliado da melhor maneira possível. Segundo a especialista, antes da elaboração, o ideal é que seja feito um planejamento, observando, entre outras coisas, quais são os objetivos do teste, o tempo de realização, tipo e número de questões, além das áreas de atuação do endocrinologista, para saber se a prova é ou não viável. “É necessário avaliar se o candidato fará a prova correndo ou tenha tempo demais”, afirma.
Para Tânia, ainda no planejamento, deve ser pensado que tipo de conteúdo deverá ser mais exigido. “Deve-se levar em conta quais os itens que o especialista em endocrinologia precisa saber, divididos de acordo com a prioridade”. É necessário considerar, também, que uma prova não deve ser formada apenas de questões fáceis ou difíceis. “É preciso um equilíbrio”, afirma. Após o planejamento, a educadora recomenda que seja feito um esboço da prova, para depois serem formuladas as questões.
A educadora apresentou, também, uma técnica chamada de “Taxionomia de Bloom”, uma estrutura de organização hierárquica de objetivos educacionais. A taxionomia é dividida em níveis de aprendizado: conhecimento, compreensão, aplicação, análise e síntese e avaliação, onde cada nível é mais complexo e mais específico que o anterior. “No caso de provas de especialização, é interessante serem usadas questões relacionadas à avaliação, que utiliza a organização dos conhecimentos adquiridos, porém, essas são mais difíceis de serem elaboradas em provas de múltipla escolha. Elas acabam sendo mais usadas em provas discursivas, o que não é o caso do TEEM”, afirma. “Os níveis podem ser alternados nas questões da prova, de acordo com o nível de dificuldade que se deseja obter”, completa.

De acordo com o minicurso, uma boa formatação da prova contribui para uma melhor avaliação. “O texto justificado e as questões com espaçamento maior facilitam a leitura do candidato”, afirma a educadora. “Uma boa introdução também contribui para que o aluno faça a prova de maneira mais tranquila”, salienta.
A alternância das respostas certas deve ser mantida. “O número de respostas b corretas deve ser igual ao número de respostas a, c, d e e, com suas ordens ao acaso”, completa. “Dessa forma, medimos o conhecimento do candidato e não apenas se ele tem um bom chute”, completa.
Ao final do dia, o minicurso proporcionou aos participantes a possibilidade de aplicarem, na prática, as dicas da especialista. Eles avaliaram algumas questões do TEEM, referentes aos anos de 2007 e 2008, e analisaram as provas levando em consideração a formatação, conteúdo e nível de dificuldade.
Para o Dr. Ricardo Meirelles, presidente da SBEM, o minicurso contribuiu, e muito, para uma futura padronização. “Queremos aprimorar, cada vez mais, a prova para Título de Especialista, tornando-a mais adequada, justa e clara, para que possamos avaliar, da melhor maneira, qual o candidato está apto a exercer a Endocrinologia”, afirma.
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Atualizada em: 10/03/2010
Título de Especialista teem prova do teem endocrinologia sbem
Sabrina de Oliveira Guerra Masson, 11/03/2010 - 15:03h.
Eu realizei a prova de título de endocrinologia em agosto de 2009, em Belém. Fui aprovada na prova prática, porém reprovei na prova escrita, apesar de ter me dedicado e estudado muito durante todo o ano. O tempo para a realização da prova escrita de 3 horas é muito curto. Não deu tempo para realizar toda a prova. Além disso, a prova era composta de questões muito longas, complexas e repletas de porcentagens. Gostaria de saber qual o motivo de ter que realizar novamente a prova prática, uma vez que já fui avaliada na prática e aprovada. Não poderia apenas fazer a prova escrita neste ano? Por quê não é válido o resultado da aprovação da prática e por quê devo repetí-la? Avaliem esta possibilidade. Aumentem também o tempo para a realização da prova para que possamos fazer uma boa prova, sem ter que correr e prejudicar nosso raciocínio, afinal de contas dedicamos o ano todo para estudar e não deve ser o tempo curto, a razão de não sermos aprovados. Obrigada pela atenção, Sabrina de Oliveira Guerra Masson.
Nathalie Lobo de Figueiredo Feitosa, 14/03/2010 - 10:03h.
Quando começam as inscrições p/ TEEM 2010? O que é necessário p/ a inscrição?
jose ricardo lourenço de souza , 16/03/2010 - 15:03h.
gostaria de saber se apesar de não ter oportunidade na minha vida de cursar uma residencia de endocrinologia , porem atraves de meu interesse e comportamento dedicado e de autodidata , e atuação em ambulatorios e emfermaria e a presença em quase todos os eventos que acontecem durante o ano há maiss de 20 anos. pergunto eu poderia ter a opórtunidade de ser avaliado e uma vez aprovado receber o titulo de especialista .
Mary Maria, 18/03/2010 - 00:03h.
Também concordo com a opinião da Sabrina. A prova escrita é muito corrida com questões longas e muitas vezes de conteúdo ambíguo, sem contar as questões com assunto pouco relevantes para testar os conhecimentos do Especialista que atua na prática clinica e não em pesquisas, acho que questões que avaliam o raciocinio deveriam predominar na prova, bem elaborada.Afinal não estudamos apenas um ano para a prova mas pelo menos durante os dois anos de especialização e mais um ano após o término dessa para ter que investir tudo em tão pouco tempo, isso é muito estressante!!! Achei que o tempo de apenas 3 horas é muito pouco para realizar questões desse genêro, passar o gabarito e ainda copia-lo para levar, o candidato está muito nervoso nessa hora e isso também deve ser considerado. Outra coisa que também concordo é com a necessidade da realização da prova prática novamente já que já passamos por ela e fomos aprovados e deve ser considerados que fomos avaliados e aprovados por membros da SBEM, por uma equipe muito apta para a realização da mesma, sendo realizada com base nos casos clínicos e a partir desses são exploradas várias questões não só referentes ao caso como também de outros temas de Endocrinologia. Pensem bem nisso, ter que fazer o candidato repetir a prova prática no ano seguinte não faz sentido, só contribui com o estesse do candidato.
monica , 18/03/2010 - 23:03h.
Concordo com a opnião de que a aprovação na prova prática deveria ter algum tempo de validade, assim como o exame de proficiência que é valido por 5 anos.A pré aprovação da prova prática, serveria de estímulo para os candidatos que não foram aprovados, já que uma etapa já teria sido vencida. Acredito q a sociedade e os candidatos só ganhariam com isso.
Dilson Fernandes, 19/03/2010 - 17:03h.
Há em minha família um médico que fez a prova prática no hospital da UFRJ. O médico respondeu todas as perguntas feitas, com fluência e conhecimento. Segundo ele próprio, acreditou que havia se saído bem, pois não encontrou dificuldades no estudo do caso que lhe apresentaram: era claro. Dias depois, ao procurar saber o resultado, soube que não havia sido aprovado. A sugestão que dou é: constar uma nota relativa ao desempenho do médico na prova prática, bem como uma unificação dos objetivos e da abordagem da banca entre os diversos estados e respectivos hospitais que aplicam a prova prática. Neste caso específico, pelo que se percebeu, os candidatos teriam que ter estudado em livros de autoria dos próprios examinadores. Não foi suficiente o estudo intenso e diuturno em autores de renome internacional, além de anos de prática em hospitais . Agradeço a atenção. Dilson
Mariela Campos, 20/03/2010 - 01:03h.
Achei muito pertinentes as opiniões dos colegas, principalmente as de Sabrina, Mary Maria e Mônica, ao abordarem a questão da necessidade de se realizar novamente a prova prática em 2010, mesmo se tivermos sido aprovados no ano anterior, por uma comissão da SBEM. Em 2009, eu também fui aprovada na prova prática e reprovada na prova escrita realizada em Belém. Acredito que seria muito mais coerente e menos desanimador para o candidato se a prova prática tivesse um "prazo de validade". Afinal, da maneira como as coisas são até a atualidade, se você não passar na prova escrita, a prova prática perde o seu valor! Não adianta nada passar na prova prática, que, na minha opinião, avalia muito mais o candidato que a escrita. Ela até deveria ter um peso diferenciado em relação à prova escrita, pois é através da prova prática que somos avaliados de maneira direta, justa e eficaz, de forma mais condizente com a realidade que a maioria de nós vai enfrentar no futuro que são os nossos consultórios (e não os centros de pesquisas) onde teremos uma prova prática a cada consulta. Além do mais, todos nós sabemos que a prova escrita gera muito estresse em detrimento de muitas questões complexas, longas e cansativas para serem resolvidas em apenas 3hs. Espero que isto seja revisto. Obrigada!
Taísa, 21/03/2010 - 17:03h.
Fiz prova no hospital da UFRJ por duas vezes, não consegui passar! Na primeira vez saí supercerta de ter passado, havia respondido tudo, imediatamente às perguntas formuladas, sem rodeios. E para minha surpresa, não passei. Não tive a quem reclamar, até porque a SBEM não permite questionar a prova prática, o que eu acho um erro. Além do que, ficar sabendo o resultado apenas uma semana após, sendo que o examinador já tem seu conceito formado logo após o candidato ser liberado. Estou ansiosa pela reavaliação do modo de sermos avaliados para conseguirmos o título de especialista, pois acho que ninguém está brincando. Estudamos horas a fio, abandonamos nossa família, além de termos que trabalhar como qualquer outra pessoa, e não termos uma avaliação fiel da realidade da endocrinologia no Brasil. Assim como a Mariela disse, se lidamos com a clínica diária, para que ter em provas tantas percentagens e informações de centro de pesquisas.
Lucio Lucido, 25/03/2010 - 20:03h.
Que a prova de Belém foi mal elaborada e mais parecia prova de genética do que de Endocrinologia ninguém discute. Só não pode é um monte de menina vir chorar as pitangas porque perdeu e pedir prova fácil. Não é esse "fim de mundo" todo, tanto que a maioria é aprovada. Não é possível permitir uma prova "baba" por causa do choro de reprovados. Assim qualquer Zé vira endocrinologista...
Taísa, 08/04/2010 - 11:04h.
Não é chorar pitangas e nem ser prova "baba". É ter avaliação justa! E Zé é quem escreveu!