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Comunicados

27/01/2010 Posicionamento Oficial

A obesidade constitui uma doença crônica de caráter neuroquímico, progressivo e recidivante. O seu tratamento visa uma redução ponderal com fins de prevenção, melhora, controle ou mesmo reversão das doenças associadas, tais como o diabetes, a hipertensão e a dislipidemia.

As principais causas de morte na obesidade, independente do tratamento, são as doenças cardiovasculares, dentre elas a doença arterial coronariana, doenças cerebrovasculares e arritmias cardíacas.

A abordagem clinica da obesidade fundamenta-se em uma combinação equilibrada de um programa de modificação dietética e comportamental com exercícios físicos, associada ou não ao uso responsável de medicamentos.

Diante de poucas medicações disponíveis, a sibutramina constitui uma excelente opção que combina eficácia, segurança e fácil manejo clinico por médicos com experiência na área de obesidade.

A perda de peso significativa obtida com o uso da medicação, demonstrada nos estudos anteriores ao Scout, justifica seu uso para o tratamento da obesidade.

A retirada da sibutramina do mercado europeu foi precipitada, pois se baseia em dados já conhecidos do estudo Scout (Sibutramine Cardiovascular OUTcome), no qual 11,4% dos pacientes que utilizaram a sibutramina tiveram um evento cardiovascular, em comparação com 10% dos que tomaram placebo. O estudo incluiu cerca de 10.000 doentes com 55 anos ou mais e história de doença cardiovascular ou diabetes tipo 2 com um fator de risco cardiovascular adicional.

Por outro lado, a extrapolação destes dados pode ser vista como contraditória. O uso da sibutramina como coadjuvante do tratamento pode trazer uma redução do risco para pacientes que não tenham a doença cardiovascular clinicamente estabelecida, podendo preveni-la ou impedir a sua progressão.

Lembremos que a advertência quanto ao uso da sibutramina em pacientes com doença cardiovascular sempre existiu e a bula do medicamento afirma explicitamente que o medicamento não deve ser utilizado em pessoas com história de doença cardiovascular.

Acreditamos que nossos órgãos regulatórios precisam reforçar a advertência de que a sibutramina não deva ser usada por doentes com doença arterial coronariana, insuficiência cardíaca, hipertensão arterial não controlada, arritmias e outros problemas cardiovasculares graves.

Departamento de Obesidade da SBEM
ABESO - Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica

 

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Opiniões dos Leitores

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Inah A. Cavalcanti, 03/02/2010 - 20:02h.

Estranhei muito o resultado desse trabalho, pois no último congresso de obesidade, foi mostrado um trabalho que pessoas normotensas podem ter uma pequena elevação da pressão arterial com o uso da sibutramina, em contra partida, as hipertensas tendiam a manter estáveis os níveis pressóricos.


Maria Lucia, 11/02/2010 - 11:02h.

Concordo plenamente com a posição da ABESO em relação a este tema. Nós endocrinologistas de bom senso já adotávamos estes cuidados em relação ao uso da Sibutramina desde que ela foi lançada no mercado. Parabéns!


ROSANA , 15/02/2010 - 15:02h.

tenho tireoide e gostaria de saber por e mail se posso tomar cloridrato de sibutramina monohidratada,obrigada


ROSANA , 15/02/2010 - 15:02h.

tenho tireoide e gostaria de saber atraves de e-mail de um endocrinologista se posso tomar cloridrato de sibutramina monohidratado,obrigada,rosanaaouad@hotmail.com


Denise Carceroni, 16/02/2010 - 23:02h.

Concordo com o posicionamento da ABESO. A sibutramina não é o único medicamento que trás restrições ao uso por cardiopatas. Imagine se virar moda e cada medicamento contra-indicado para doenças cardíacas tiver seu uso suspenso? Antes de suspender um medicamento por suas contra-indicações é preciso considerar, com cuidado, o que ele pode fazer pelos indivíduos que dependem dele. E no caso da sibutramina não é pouca coisa, nem pouca gente. Profa. Esp. Denise Carceroni


Sandra, 07/03/2010 - 10:03h.

Gostaria de lembra o principio básico: todo remédio tem um risco e um benefício, até mesmo uma simples vitamina. Por isso é necessário a prescrição por um profissional competente. A sibutramina não foge à regra, e continua sendo uma opção no tratamento de uma epidemia.


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